Interfone
Com um sapato no pé e o outro na mão, entrou em casa. Bateu a porta com força e trancou rapidamente, como se girar chave com velocidade fosse fazer com que o que aconteceu ficasse lá fora. Sentou no sofá e tirou o outro pé do sapato, devagarinho, pra compensar a pressa com que teve de tirar o anterior. Enquanto olhava a meia rasgada no pé direito, ouvia o quase silêncio, apenas o chaveiro batendo na porta, devagar e ritimadamente.
Agora ia ficar sozinha, descansar, livrar-se da agonia de uma entrevista de emprego seguida de uma quebra de salto de sapato no meio do caminho pra casa.
Estava no meio do raciocínio sobre como odiava saltos e entrevistas quando o silÊncio do chaveiro na porta foi quebrado. A campanhia tocou.
Sentindo a o tornozelo doer, caminhou até o interfone e segurou-o junto á orelha, sem dizer nada. O porteiro falou para o nada, ele estava lá embaixo, podia subir?
Ele era uma ótima companhia, um ótimo amigo, mas ela estaca mau humorada. Será que ele deveria suvbir?
Podia subir? O porteiro queria saber. Podia, sua vontade de gritar com alguém foi mais forte do que a vontade de ficar sozinha.
Ele chegou e puxou a maçanete, como sempre fazia. Mas dessa vez a porta estava trancada. Ela tinha ficado parada ao lado do interfone, pensando em nada. Voltou a si e abriu a porta.
Ele trazia um DVD, pipoca de microondas, um grande sorriso e um abraço.
O mau humor dela passou.
Agora ia ficar sozinha, descansar, livrar-se da agonia de uma entrevista de emprego seguida de uma quebra de salto de sapato no meio do caminho pra casa.
Estava no meio do raciocínio sobre como odiava saltos e entrevistas quando o silÊncio do chaveiro na porta foi quebrado. A campanhia tocou.
Sentindo a o tornozelo doer, caminhou até o interfone e segurou-o junto á orelha, sem dizer nada. O porteiro falou para o nada, ele estava lá embaixo, podia subir?
Ele era uma ótima companhia, um ótimo amigo, mas ela estaca mau humorada. Será que ele deveria suvbir?
Podia subir? O porteiro queria saber. Podia, sua vontade de gritar com alguém foi mais forte do que a vontade de ficar sozinha.
Ele chegou e puxou a maçanete, como sempre fazia. Mas dessa vez a porta estava trancada. Ela tinha ficado parada ao lado do interfone, pensando em nada. Voltou a si e abriu a porta.
Ele trazia um DVD, pipoca de microondas, um grande sorriso e um abraço.
O mau humor dela passou.

5 Comments:
At 11:03 AM,
Anonymous said…
Algumas companhias são a solução pra todo mau-humor ou tristeza.
Com certeza a sua companhia é.
At 12:03 PM,
Amanda said…
Esse anônimo é mto divertido! huahuah
At 10:09 AM,
André Sobreiro said…
hauahauahauaa amanda1 o anonimo quis ser fofo!
deixa ele! se eu fosse a helena manda flores para o seu anônimo!
At 8:43 AM,
Dayanne said…
Passe no meu blog e veja o prêmio que op seu blog ganhou!
É algo parecido com uma corrente, mas, confie em mim, é divertido!
aí vai o link pro meu post que explica o prÊmio - http://enquantosol.blogspot.com/2008/02/diz-que-at-no-um-mau-blog_09.html
bjs
At 8:43 AM,
Dayanne said…
E, helena, eu nao sei se vc ainda usa esse endereço... mas o "premio" pode ser transferido pra outro, hehehe
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